Papers
O Capitólio como representação de Roma em Tito Lívio e Tácito
Calíope – Presença Clássica, PPGLC – UFRJ, vol. 13, dez/05, pp. 94-109.
Neste trabalho pretende-se analisar uma representação específica da cidade de Roma dentro da tradição historiográfica latina, que é o uso da imagem do Capitólio como símbolo do poder da Urbs, centro tanto físico como alegórico da capital. Em Tito Lívio, no livro I, os episódios que relatam a ocupação do Capitólio são importantes para a construção da imagem de Roma como cabeça do mundo - imperii caputque rerum. Sendo assim, o destino do Capitólio seria por extensão o destino do império. Tal representação aparece sob um paradoxo de inversão de valores em Tácito, nos Anais especialmente em Nero, e nas Histórias quando da destruição do Capitólio na guerra civil de 69 d.C., o que para ele representam o máximo ponto de decadência da moral romana.
This paper deals with a particular representation of Rome inside the tradition of Latin Historiography. Both Livy and Tacitus use the Capitoline Hill, being both the physical and allegorical center of the capital, as a symbol of the Urbs and its power. In Livy's Book I, the episodes mentioning the occupation of the Capitol are important as a means of constructing an image of Rome as world's head - imperii caputque rerum. Therefore, the destiny of the Capitoline Hill is representative of the whole Empire's future. This same image appears in Tacitus under the paradox of a reversal of values, with Nero in the Annals and with the destruction of the Capitol in the Histories, on thecivil war of 69 AD, episodes which mean for Tacitus the highest level of decadence of Roman morals in its history. Keywords: Livy, Tacitus, Capitoline Hill, Roman Historiography.
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O conceito de temporalidade e sua aplicação na historiografia antiga
Revista de História, vol. 158, São Paulo: USP, 2008, pp. 43-65. O
Este artigo discute, num primeiro momento, o conceito de temporalidade e de suas definições e aplicações, bem como algumas contradições inerentes a ele. Como objetivo principal, busca atualizar a discussão sobre como entender o uso da temporalidade dentro do contexto da historiografia antiga, fazendo uma crítica às associações da historiografia greco-romana com a idéia de ciclo e de seu contraponto na historiografia judaico-cristã, com a linearidade. Por fim, sugerimos que é possível ler essas duas diversas formas de historiografia invertendo tais idéias entre elas, demonstrando que tal paradoxo nada mais é do que reflexo dos paradoxos gerais do conceito teórico de temporalidade.
This article presents, in the first place, a debate on the concepts, definitions and applications of temporality, as well as some of its innate contradictions. The main goal here is to update the discussion about how to understand temporality within the context of Ancient Historiography, reviewing the associations of Greek and Roman Historiography with the idea of cycle and of its counterpoint, Jewish-Christian Historiography with linearity. Lastly, we suggest that it is possible to read these two different forms of Historiography also by an inversion of their associated ideas, thereby demonstrating that this paradox is nothing more than a reflection of the general paradoxes within the concept of temporality itself. Keywords: Ancient Historiography, time, temporality, cycle, decadence.
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Uma releitura dos frisos de Odisseu no Esquilino
MARQUES, Juliana Bastos ; CAVICCHIOLI, Marina Regis . Uma releitura dos frisos de Odisseu no Esquilino. Revista de História da Arte e Arqueologia, v. 11, p. 5-26, 2009.
Este artigo oferece, em primeiro lugar, uma revisão bibliográfica sobre a questão dos frisos de Odisseu no Esquilino, uma das mais importantes pinturas remanescentes da arte romana, adicionando comentários específicos à leitura feita por Timothy O’Sullivan sobre a ambulatio da elite que os frisos deveriam estimular. Com os elementos fornecidos por esta análise, pretende-se discutir algumas possibilidades hipotéticas a respeito da reconstituição do conjunto total dos frisos, bem como o seu significado.
This article offers firstly a review of published works concerning the Odyssey friezes from the Esquiline, one of the most important remaining paintings of ancient Roman
art, while also adding some comments to the interpretation of Timothy O’Sullivan about the elite ambulatio that the friezes should stimulate. From the elements provided by this analysis, we intend to discuss some possible hypotheses regarding a reconstruction of the total ensemble of friezes, as well as their significance.
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Mecanismos de legitimidade e tradição na historiografia latina
História Revista (UFG), vol. 13, no. 1, jan./jun. 2008
O conjunto dos historiadores antigos de língua latina, em especial Tito Lívio, Tácito e Amiano Marcelino, cujos textos chegaram melhor preservados até nós, apresenta determinadas características que os diferenciam da historiografia grega, e formam assim uma tradição escrita peculiar. Este artigo pretende discutir alguns aspectos teóricos relacionados à definição do gênero narrativo da historiografia latina, em especial quanto aos recursos retóricos utilizados pelos autores latinos para se inserir e se legitimar dentro da tradição.
Latin historians, such as Livy, Tacitus and Ammianus, whose texts have survived in better condition, have a set of particular features that distinguish them from Greek historiography, thus creating a distinctive written tradition. This article discusses some theoretical aspects related to the definitions of genre in Latin historiography, notably the rhetorical tools used by the Latin historians in order to include and endorse themselves within tradition.
Rômulo, Camilo, Augusto: a Roma renovada de Tito Lívio
Lessa, Fábio de Souza; Bustamante, Regina Maria da Cunha (orgs.). Memória e festa. Rio de Janeiro: Mauad, 2004, pp. 427-434.
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Um ciclo dos costumes em Tácito? Anais III, 55
Boletim do CPA, vol. 18, Campinas: IFCH-UNICAMP, 2004, pp. 55-65.
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Aspectos históricos do judô olímpico
Anais do 1ºEncontro da Asociacíon Latinoamericana de Estudios Socioculturales del Deporte (ALESDE). Curitiba : ALESDE, 2008. v. 1. p. 1-6
Este trabalho procura fazer uma leitura histórica da presença do judô como modalidade olímpica, examinando primeiramente a atuação de seu criador, Jigoro Kano, no Comitê Olímpico Internacional e o processo de inserção do judô no quadro de esportes olímpicos. Desde a primeira participação do judô nos jogos de Tóquio, em 1964, onde já competiram atletas brasileiros, a modalidade tem se modificado em importantes aspectos técnico-táticos, nas regras e na evolução dos métodos de treinamentos. A diversificação nos estilos de luta e as pesquisas aplicadas na área de Esporte também desenvolveram uma perspectiva de expansão mundial nos resultados olímpicos.
Palavras-chave: Judô, Jogos Olímpicos, Inovações no esporte.
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